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Testes para COVID-19: Conheça os diferentes tipos e seus usos

Atualmente existem no mercado uma série de testes disponíveis para diagnóstico da COVID-19. Por conta disso, várias dúvidas podem surgir a respeito de qual teste seria mais adequado, qual a precisão de cada um e quais os significados dos termos técnicos utilizados. Por conta disso e para que você esteja cada vez mais atualizado sobre o assunto e sobre os testes que oferecemos, preparamos esse resumo.

 

E para que você possa se localizar, fizemos essa abordagem no contexto do ciclo de evolução da doença a partir do dia zero da infecção ou do contato com o vírus.

Período de incubação (0-2 dias): No período de incubação do vírus no organismo do hospedeiro nenhum teste será efetivo.

Detecção do vírus (3-10 dias):

RT-PCR 

RT-PCR (do inglês reverse-transcriptase polymerase chain reaction), é considerado o padrão-ouro no diagnóstico da COVID-19, cuja confirmação é obtida através da detecção do RNA do SARS-CoV-2 na amostra analisada, preferencialmente obtida de raspado de nasofaringe.

A coleta pode ser feita a partir do 3º dia após o início dos sintomas e até o 10º dia, sendo que o pico da carga viral é encontrado no 5º dia e após ao final desse período, a quantidade de RNA tende a diminuir. Ou seja, o teste RT-PCR identifica o vírus no período em que está ativo no organismo. Por ser um teste na fase aguda da doença pode contribuir na conduta médica apropriada: internação, isolamento social ou outro procedimento pertinente para o caso em questão.

 

Amostra: Secreção de nasofaringe

 

Resultado entre 3-5 dias.

 

 

Teste de Detecção do Antígeno Viral

A vantagem desse teste é o seu resultado em até 2 horas! É um teste alternativo ao RT-PCR e que pode ser usado no auxílio do diagnóstico da COVID-19. A coleta pode ser feita a partir do 3º dia após o início dos sintomas e até o 15º dia, sendo que o pico da carga viral é encontrado no 5º dia e após ao final desse período, a quantidade de carga viral tende a diminuir. Ou seja, o teste do Antígeno Viral detecta o vírus no período em que está ativo no organismo e por ser um teste com resultado rápido na fase aguda da doença pode contribuir na conduta médica apropriada.

Especificidade: 100%

 

Sensibilidade: 84,3%

 

Amostra: Secreção de nasofaringe

 

Resultado: em até 2 horas, tendo como base coleta realizada na nossa matriz em Passo Fundo.

 
Testes sorológicos (10-14 dias): detecção de IgA, IgM e IgG 

A sorologia, diferentemente do RT-PCR ou do Teste de Antígeno Viral, verifica a resposta imunológica do corpo em relação ao vírus. Isso é feito a partir da detecção de anticorpos IgA (marcador de infecções das vias respiratórias) ou IgM (marcador de fase aguda) e IgG em pessoas que foram expostas ao SARS-CoV-2. Nesse caso, o exame é realizado a partir da amostra de sangue do paciente e são muito úteis desde que suas restrições sejam conhecidas e os resultados interpretados corretamente. Podemos dividi-los em Exames sorológicos quantitativos e qualitativos. 

 

1 – Quantitativos (Fluorescência, Quimioluminescência e Elisa)

São testes que podem quantificar a concentração de anticorpos na amostra. Para que esses testes tenham uma sensibilidade aceitável, é recomendado que sejam realizados com pelo menos 10 dias após o início dos sintomas. Isso se deve ao fato de que produção de anticorpos no organismo só ocorre depois de um período mínimo após a exposição ao vírus. Estudos apontam que a presença de anticorpos aumenta rapidamente após o 7º dia de doença, chegando a estar presente entre o 8º e 14º dia em 89% dos pacientes para anticorpos totais, 73,3% para IgM e 54,1% para IgG. Após o 15º dia de doença, a presença de anticorpos totais chega a 100%.

 

O tempo médio para soroconversão é de 11 dias para anticorpos totais, 12 dias para IgM e 14 dias para IgG.

Realizar o teste de sorologia fora do período indicado pode resultar num resultado falso negativo. Por isso, para realizar o exame é necessário assinar um consentimento informado para conhecimento sobre as limitações dos testes. Em caso de resultado negativo, uma nova coleta pode ser necessária, a critério médico. Ressaltando de que é um novo momento, um novo exame e não uma recoleta. É importante salientar ainda, que nem todas as pessoas que têm infecção por SARS-COV-2 desenvolvem anticorpos detectáveis pelas metodologias disponíveis, principalmente aquelas que apresentam quadros com sintomas leves ou não apresentam nenhum sintoma. Desse modo, podem haver resultados negativos na sorologia mesmo em pessoas que tiveram COVID-19 confirmada por PCR.

 

2 – Qualitativos (Testes rápidos)

São testes imunocromatográficos que detectam a presença de resposta imunológica do corpo em relação ao vírus. A vantagem desses testes é a obtenção de resultados rápidos para a decisão da conduta médica, mas por serem qualitativos, devem ser utilizados corretamente, respeitando as limitações deles.

E por isso, para que o teste tenha maior sensibilidade, recomendamos que seja realizado, pelo menos, a partir do 12º dia após o aparecimento dos sintomas ou contato e/ou preferencialmente após 14º dia, mesmo que alguns fabricantes sugiram que possam ser realizados a partir do 10º dia. 

Como o teste rápido não possui a mesma sensibilidade que os demais métodos, é importante ter a orientação e o acompanhamento de um médico. Para realizar o exame é necessário assinar um consentimento informado para conhecimento sobre as limitações dos testes. Em caso de resultado negativo, uma nova coleta pode ser necessária, a critério médico. Ressaltando de que é um novo momento, um novo exame e não uma recoleta. A grande vantagem deste tipo de teste é a rapidez do seu resultado...em minutos!

 

 

 

Avaliação imunológica (a partir de 15 dias): 

Um dos dilemas da covid-19 é saber quem são os portadores assintomáticos e/ou quem já teve e está teoricamente imunizado a ela. Neste sentindo a testagem em pacientes assintomáticos é justificada.

Esta triagem poderá ser realizada através dos Testes Rápidos IgM / IgG no qual um resultado IgM Não Reagente e um IgG Reagente poderá indicar que o paciente já teve a doença no passado, curou-se e hoje encontra-se, teoricamente imunizado, já que apresenta anticorpos de memória (IgG). Entretanto, mais estudos sobre a covid-19 são necessários para podermos afirmar que pessoas que tenham IgG estejam imunes.

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